Por que os ovos de Páscoa são mais caros que as barras de chocolate?

Postado por Grupo Quality

Andando pelas gôndolas dos supermercados ou lojas de chocolates, qualquer um percebe a tamanha diferença.

A explicação é que o custo para produzir um ovo é maior. Segundo especialistas, o valor necessário para a fabricação dos ovos chega a ser 2,5 vezes maior do que a mesma quantidade de chocolate em barra.

Não trata-se apenas de um ovo de páscoa em formato diferente do chocolate em barra, e sim, de uma embalagem mais complexa, como a de um presente, sem contar que muitas empresas ainda contam com o processo manual, sendo embalados um a um.

A fabricação dos ovos tem início entre setembro e outubro, o que significa que produzir, transportar, armazenar e até mesmo expor os chocolates para a comercialização constituem tarefas extremamente desafiadoras.

Além das temperaturas de um ou outro estado, por si só, já requerem a aplicação de um projeto logístico adequado para garantir a integridade dos ovos de páscoa, que precisam ficar estocados por até seis meses, em ambientes com temperatura controlada e estável.

Outro fato que pode encarecer é a falta de um planejanemento estratégico logístico adequado, que respeite as características e particularidades do produto. A estratégia logistica é fator essencial para otimizar os custos e garantir, de forma eficaz e no tempo correto, o abastecimento nos pontos de venda, além disso, os ovos ocupam mais espaço do que as barras, o que encarece o frete. Enquanto um caminhão com tabletes consegue levar 12 toneladas de chocolate, um caminhão carregado de ovos chega a apenas 4 toneladas.

O marketing em torno da data também contribui para o preço do produto final. A cada ano, as marcas lançam novidades para atrair o consumidor, além de toda a operação em torno do feriado de Páscoa que também envolve a contratação de mais mão de obra.  Fim de Páscoa, hora da logística reversa. Depois que a Páscoa se encerra é preciso escoar os produtos, em alguns casos é necessário retornar com produtos até mesmo para as empresas que os forneceram. Em muitos casos não há o que se fazer e os produtos restantes são descartados.

Vale lembrar que a logística e o planejamento no Brasil são muito complexos, em parte pelas características dos brasileiros, que costumam deixar pra comprar em cima da hora, fazendo com que as empresas se adequem a essa realidade.

 

*Colaborou com o artigo nossa Analista de Marketing, Juliana Pereira.

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