Como será o futuro do operador logístico?

Postado por Renata Persicheto

Nos últimos dois anos, pudemos perceber algumas mudanças no comportamento do Operador Logístico.

A flexibilização dos pacotes comerciais, de modo a diminuir os impactos nos negócios, é um reflexo da situação econômica, e promove uma nova equação de preços versus níveis de serviços.

Além disso, a pressão por redução de custos propicia uma nova análise e reposicionamento dessas organizações, no âmbito do atendimento, gerando aplicações de novas tecnologias e desenvolvimento humano como forma de engajamento para o tomador de serviços.

Em nossas operações, nós, do Grupo Quality, temos desenvolvido programas de melhorias contínuas, como, por exemplo, a inserção da área de Engenharia e Inovação, focando na simplificação de processos, elevação de produtividade, manutenção dos indicadores de saúde e integridade física das pessoas, e na qualidade do que fazemos.

Já estamos aplicando essa solução em nossas operações de intralogística, transportes e armazéns gerais, nos quais os resultados têm garantido a satisfação de nossos clientes e, sobretudo, engajando nosso time de colaboradores.

Essa mudança se dá de forma integrada, através de um modelo de gestão operacional que considera, em essência, o objetivo “ser diferente para gerar transformação”. Isso abarca pessoas, segurança, tecnologia, inteligência operacional e resultados financeiros.

Podemos mensurar a contribuição das tecnologias às quais dispomos na evolução da forma como realizamos nossas atividades.

Para o mercado do operador logístico, essas tecnologias têm superado a simples elevação de velocidade no processamento das informações.

A automação tem proporcionado maior precisão e agilidade na execução de atividades e processos, otimizando performances e níveis de serviços.

Tecnologia e Inovação para o Operador Logístico

Ultimamente, temos aplicado tecnologias como finger scan, portais de leitura automática e sequenciada para atividades de recebimento, picking by voice, tracking de movimentação interna, gerenciamento automático de atividades que abrangem, desde a chegada de veículos, até sua saída com monitoramento de gaps em tempo real para correção de desvios, automação de atividades de enlonamento de veículos, dentre muitas outras.

Recentemente, realizamos um teste prático de processo de inventário utilizando drones em um de nossos centros de distribuição e, atualmente, estamos aperfeiçoando esse projeto.

Em relação aos modelos tradicionais, notamos muitas vantagens no uso de tecnologias, e isso reforça nosso objetivo de continuar aplicando novas tecnologias em nossos processos para obtenção de qualidade e desempenho para o mercado em que atuamos.

Nesta realidade disruptiva atual, precisamos imaginar o futuro como um cenário não vivido até agora. Operadores logísticos precisarão entender e acompanhar esse novo cenário para se reinventar, proporcionando soluções para clientes dos mais variados segmentos.

A partir disso, precisaremos enxergar o novo papel das pessoas dentro da sociedade, bem como a expectativa de cada uma delas enquanto consumidor. Empresas precisarão formar equipes adequadas para essa nova realidade e engajá-las nesse processo, que vai muito além dos objetivos da organização como negócio.

Investir na potencialização de capacidades e desenvolvimento de comportamentos será, além de um grande desafio, fundamental para o sucesso e perpetuação das empresas.

Deixe uma resposta